Ou seja, não avalia apenas o estado das dimensões formais da democracia - sistema político, legalidade e respeito pelas liberdades civis, por exemplo -, mas também abarca o quotidiano democrático: a liberdade e a autonomia no local de trabalho, a partilha e debate das decisões no seio familiar, as relações de amizade e a interacção dos cidadãos com os serviços públicos.
Ao contrário de outros índices de avaliação da qualidade da democracia, a classificação de Portugal no EDI é no fundo da tabela, junto de países do bloco ex-comunista. Razões? Embora a classificação seja razoável nas dimensões formais, há falta de cultura democrática no quotidiano dos portugueses: no trabalho, na família, na relação com a administração pública.
Mais de 30 de anos de democracia não ensinaram aos portugueses o que significa a verdadeira liberdade.
Regressarei à análise do EDI em próximos posts. Há muito para digerir neste excelente estudo. Para fazer o download do documento e ouvir o podcast dos autores clicar aqui.
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