O exemplo das eleições americanas é um espelho desta tendência: os ataques e contra-ataques centram-se em soundbytes de latão e no estilo de vida dos candidatos. A substância das políticas que defendem é relegada para segundo plano. Ou então, toca-se no assunto muito pela rama.
A continuar assim, não admira que as pessoas escolham os candidatos que lhes fazem vibrar a alma ou com as quais se identifiquem pessoalmente, colocando em segundo plano de exigência de escrutínio a consistência das políticas pelas quais pugnam.
Apenas os eleitores sofisticados - que se dão ao trabalho de lerem os programas, os compararem e saber quem está na sua autoria - é que poderão fazer uma escolha esclarecida.
Estamos na era do eleitor «iletrado funcional» - temos de regressar urgentemente ao voto inteligente .
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